Quadro de Medalhas final 30/10/2011


Ex-catador de lixo, vence a maratona e ganha o ultimo ouro do Brasil

solonei silva maratona pan (Foto: Agência Reuters)
As ruas de Guadalajara foram pintadas de verde-amarelo durante os Jogos Pan-Americanos do México. Depois de Adriana da Silva vencer a maratona feminina, neste domingo, foi a vez de Solonei Rocha colocar o país no topo do pódio. A 4km do fim, sem ninguém por perto para ameaçá-lo, o ex-catador de lixo já corria com a bandeira do Brasil nas mãos. Faltava pouco para cruzar a linha de chegada em primeiro. Uma última olhadinha para trás só para garantir, e lá estava ele, sorridente, comemorando o ouro, sambando, depois de completar os 42km em 2h16m37s.

Judoca brasileiro que sujou o quimono na semi ganha mais um ouro para o Brasil

Felipe Kitadai na luta do ouro de judô do Pan (Foto: Reuters)
Com um ippon, levou o ouro da categoria ligeiro (-60kg) e fez o Brasil quebrar seu recorde no judô em Jogos Pan-Americanos e ainda ser o único país a conquistar seis medalhas douradas no masculino.

Com a vitória de Kitadai, o judô brasileiro fecha o Pan com o mesmo número de medalhas de quatro anos atrás, quando levou quatro ouros, seis pratas e três bronzes. Desta vez, porém, além dos seis ouros (Felipe Kitadai, Leandro Guilheiro, Leandro Cunha, Bruno Mendonça, Tiago Camilo e Luciano Corrêa), foram três pratas ( Rafael Silva, Rafaela Silva e Érika Miranda) e quatro bronzes (Sarah Menezes, Mayra Aguiar, Maria Portela e Maria Suellen Altheman). Katherine Campos foi a única da seleção que não subiu ao pódio.


Brasil repete vexame, cai diante de dominicanos e é eliminado na 1ª fase


O roteiro foi o mesmo da noite anterior. De diferente, apenas o adversário e o momento do apagão. Após ter uma vantagem de 20 pontos contra a República Dominicana, o Brasil perdeu o controle do jogo no último quarto e repetiu o vexame da partida contra os Estados Unidos. Com a derrota por 85 x 77, a seleção de Rubén Magnano se despediu da briga por uma medalha nos Jogos Pan-Americanos nesta sexta e terá que se contentar com a disputa pelo quinto lugar. Enquanto isso, dominicanos, que fizeram a festa dentro de quadra após a partida, vão para a semifinal.
- Sempre falo que uma partida perdida é um aprendizado. Mas, menos de 24 horas depois (da derrota para os Estados Unidos), parece que não aprendemos nada. Quanto tempo mais vamos precisar para aprender? - disse Rubén Magnano após a partida.

Diego leva, no salto, o terceiro ouro e ganha presente: será o porta-bandeira

As principais metas já estavam cumpridas, mas Diego Hypolito queria outra medalha. Após dois ouros, não se importaria com a cor. Campeão do solo e por equipes, foi à final do salto para sua despedida dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Previa uma prata, mas viu o chileno Tomás González, seu principal adversário, errar feio. E levou o Brasil mais uma vez ao topo do pódio. Tomás terminou em segundo, e o canadense Hugh Smith ficou com o bronze.

Pouco antes da confirmação do ouro, recebeu um presente: será o porta-bandeira do Brasil na cerimônia de encerramento, no domingo. Depois, outro: a irmã, Daniele, conquistou dois bronzes: na trave e no solo.

Musa se recupera e conquista a medalha de ouro nos 200m rasos

Nos 100m rasos ela bateu na trave. Amargou a quarta colocação na prova vencida por Rosângela Santos. Nesta quinta-feira, Ana Cláudia Lemos ganhou nova chance e não a desperdiçou. Respirou fundo, se benzeu e correu para a medalha de ouro nos 200m rasos no Pan de Guadalajara. Nesta quinta-feira, não quis saber se a jamaicana Simone Facey estava um pouquinho à sua frente. Queria sim que a prova e a apreensão acabassem logo. A musa tratou de acelerar ainda mais o passo, mostrou raça e comemorou com sambadinha: 22s76 contra 22s86. A dominicana Mariely Sanchez (23s02) completou o pódio.

- Antes da prova começar, antes de entrar no bloco, eu queria acabar logo. Ou eu seria campeã pan-americana ou eu iria embora triste. Graças a Deus, consegui ser campeã e sair feliz. É o começo de uma carreira - disse.

Na prova que o consagrou, Hypolito brilha e garante bicampeonato no solo

Há dois dias, Diego Hypolito foi à exaustão na final por equipes. Competiu “na fogueira” na barra fixa, sentiu a pressão baixar e recebeu o ouro, inédito, como recompensa. Nesta quinta-feira, era a vez dele. Só dele. E no aparelho que o consagrou bicampeão mundial. No solo do centro esportivo López Mateos, uma apresentação segura e mais uma medalha de ouro para a ginástica masculina. Campeão no Rio de Janeiro, em 2007, bicampeão em Guadalajara. O chileno Enrique González ficou com prata, e o portorriquenho Alexander Rodriguez levou bronze.

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